sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lorelai Gilmore e "Ele não está tão afim de você"

Faz um tempo que eu não escrevo aqui, mas faz mais tempo ainda que eu entro no Blogger, começo a escrever um post e depois desisto. Espero que hoje seja diferente.
Entre um e outro texto pra minha mono, eu voltei a assistir Gilmore Girls. É curioso assistir o seriado depois de tanto tempo, porque eu não entendia uma série de coisas e hoje essa "série de coisas" me parecem tão naturais, tão corretas e tão "been there done that" que é como se eu estive assistindo o seriado pela primeira vez.
Talvez seja a fase que eu estou passando - e muito provalmente é -, mas estar "confusa" é uma das coisas que eu não entendia muito bem antes, mas que hoje faz sentido. Sim, há inúmeras personagens femininas que são "confusas" (does Carrie Bradshaw ring a bell?), mas há algo nos vestidos e nas botas de Lorelai Gilmore e no vício em tomar café (comparando com as roupas caras de Ms. Bradshaw e os Cosmopolitans) que deixa a coisa mais humana, mais "ei, isso acabou de acontecer comigo", que me dá até um certo conforto.
Recentemente, eu marquei um date, mas sem a certeza que ambas as partes entenderam que aquilo era um date. E mais que isso, eu ignorei a maior lei de todos os tempos, maior que Isaac Newton e Albert Einstein juntos, "se ele não ligou, he's just not that into you". Cancelei o date com a desculpa mais esfarrapada do mundo, combinei a mentira com um dos meus amigos e parece que a Terra retornou ao seu eixo de rotação normal. Talvez não tão normal, porque eu ainda estou meio confusa com tudo.
Enfim, Lorelai Gilmore feelings, mas nada que não se cure com algumas músicas tristes, um pote de sorvete e uma maratona de filmes.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Give me a reason to be a woman

AAAAAAAAH!

Olá, meninas! Eu queria retratar aqui meus mixed feelings com relação às mulheres no seriado Mad Men.

Sobre Mad Men, ainda é década de 50 e as mulheres não tinham lá tanto espaço num mundo dominado pelos homens. Essa série me enfureceu, porque uma housewife, que faz o que as housewives fazem (cuidam da casa, fazem compras, criam os filhos com pouca ajuda do pai, vivem em função do marido, principalmente), teve pena de uma mulher que seria mais próxima da mulher contemporânea.
Quer dizer, ela tem um marido ausente, o qual ela não conhece direito e não sabe o que pensa, que a trai, que não é o melhor exemplo de paternidade. Isso não é vida, Deus me livre.

Mas aí vem a vida da mulher "contemporânea". As mulheres casadas a acham uma ameaça (uma amiga da minha mãe já disse que uma mulher, pra sair em companhia de casais, tem que estar acompanhada). Ela trabalha, cuida de uma casa, cria os dois filhos sozinha e come comida congelada. Todo o trabalho de cuidar da família e de sustentá-la recai nessa mulher mais parecida com a mulher contemporânea - ela vive cansada. Isso também não é jeito de viver.

As outras mulheres, que só trabalham, mas não têm família, poderiam estar na vanguarda da libertinagem. Tomam anticoncepcionais, saem com homens comprometidos e utilizam o sexo como meio de conseguir o que querem. Eu tenho um outro nome pra isso. Queria não ser tão conservadora assim, mas elas foram retratadas de uma forma tão vulgar... Como se fossem largadas, vivendo algo vazio. Não é o meu ideal de vida.

E agora eu me pergunto: são essas opções mesmo que eu tenho pro futuro?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vida

Oi meninas...

i'm sorry por pegar um pouco pesado nesse e-mail... mas vamos lá... preciso desabafar!!!

Passei por uma fase barra... meu avô adoeceu, e veio a falecer... é triste, simplesmente triste. A gente sabe que um dia vai morrer, que com a idade, as chances aumentam, e blá blá blá... mas isso não diminui a dor, nos ajuda a acostumar e a nos conformar, mas perder alguém é doloroso. A gente se apega, e só de saber que aquela pessoa não está mais lá, que não existe mais, isso dói. E ainda bem que isso dói.

Sempre diante quadros assim me fazem pensar na minha vida, no que já fiz dela, e no que ainda há para fazer. E nessas horas, tudo que um dia me arrependi se esvai. Porque por pior que seja a besteira, ela acaba no dia que a gente morre. É boa essa constatação... de certa forma ela me tira o peso das bobagens que já fiz. E me faz ver (tudo bem, é clichê mesmo, mas não custa lembrar) que a vida é curta e acaba, então temos que aproveitar ao máximo tudo.. fazer tudo aquilo que quisermos, porque uma hora, ela acaba, e não quero deixar coisas pra trás...

E é esse o meu recado... "dancem como se ninguém estivesse vendo", paguem micos, aprontem... tudo isso vai ser esquecido.. e tudo isso nos faz feliz!!!! =)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eu também vou reclamar!

Meninas, já tiveram muita vontade de dizer uma única sentença pras pessoas: vá se f*?

O fato é que de uns tempos pra cá, algumas pessoas têm se achado no direito de me dizer coisas pra me diminuir, me deixar com ciúmes, me repreender.
Eu não posso estar sempre errada.

Gostaria de atribuir certos comentários à inveja, acontece que eu não me acho tudo isso pra ser alvo de invejosos. E partindo do pressuposto de que eu devo fazer alguma coisa direito, não é possível que eu esteja fazendo tanta coisa errada a ponto de merecer várias sentenças maldosas.

Como alguns desses comentários/atitudes vêm de amigos, tomei uma decisão: olhar com uma cara cínica e repetir mentalmente um bom "vá se f*", porque pensem comigo - eu não vou mudar no curto prazo e também é impossível que eu esteja fazendo absolutamente tudo errado. Ou eu me acabo em choros desnecessários a cada ataque de uma pessoa próxima, ou eu ativo o filtro anti-babaquice. Escolhi a segunda opção.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Folga!!!!

Meninas,
depois de muito consegui voltar a escrever aqui!

E hoje nem venho falar num post pessoal não, preciso de dicas pra lidar com a pessoa mais folgada que já conheci na minha vida.

Eu não imaginava que essas pessoas existissem de fato. Acho que por eu pensar demais nos outros, e a considerar as vontades dos outros, eu nunca acreditei que existisse uma pessoa assim. Vou contar, ela é daquele tipinho que chega todos os dias atrasada, e cada dia por um motivo. Deveria trabalhar 40h semanalmente, mas quinta a tarde ela tem culto e aula de pintura, então ela não pode ir trabalhar, e ah!, na sexta ela tem a musicalização da filha dela, então ela precisa chegar mais tarde. Além disso, com menos de um mês de trabalho ela ia precisar viajar porque a filha dela já tem mais de um ano e não conhece a praia, vê se pode?
Ela consegue me tirar do sério, e eu não sei lidar com gente assim. está sendo uma aula prática de como dizer  NÃO e de como bloquear as emoções que esse tipo de gente provoca!

é isso... no próximo coloco algo mais pessoal!!!

domingo, 22 de agosto de 2010

I miss the comfort in being sad

Tem uma música do Nirvana que se chama "Frances Farmer will have her revenge on Seattle", e nela tem o verso mais interessante, na minha opinião, de toda a discografia da banda, que é o do título do post.
Esse é o tipo de coisa que é melhor que você sinta primeiro pra entender. As pessoas passam a vida toda repetindo que estar alegre é bom e estar triste é ruim. Ninguém consegue me explicar então por que tem partes de mim que não querem que eu melhore.

Eu vejo isso como auto-sabotagem (aliás, Kurt Cobain era mestre nisso). As coisas estão indo maravilhosamente bem, e de repente eu começo a surtar - só porque tudo está dando certo. E não sei por que eu imagino que deveriam dar errado... mas nesses momentos eu começo a sentir que era muito mais confortável quando eu não tinha que lidar com o sucesso - aí a tristeza em si passa a ser reconfortante.
Apesar de mim mesma, até que tenho me saído bem. Mas acho que merecia mais.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

In repair


Eu estou aos poucos juntando os caquinhos e organizando a bagunça. Sem pedir licensa e sem dar maiores explicações, a tristeza apareceu. Para a minha surpresa, da mesma maneira que veio, ela foi embora, mas fez questão de fazer estragos e bagunçar a casa.

Nessas horas, as pessoas aconselham a gente a tirar lições e aprender com isso. Eu confesso que não está muito claro o que eu realmente devo aprender com essa súbita tristeza. Não é simples extrair lições de um sentimento que a gente mal sabe como começou e muito menos como terminou.

Por ora, eu estou fazendo reparos, mas não estou necessariamente satisfeita com isso. Eu acho muito difícil que as coisas voltem exatamente a ser como eram antes. Além disso, eu tenho a impressão de que até mesmo a felicidade ficou mais triste neste processo todo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O fim do tempo

Eu tenho uma tendência natural a exagerar as coisas, a fazer com que a situação pareça muito pior do que realmente está - deve ser meu ascendente em câncer e seu gosto excessivo pelo drama. O que me motivou a escrever foi o fato de que, dessa vez, a culpa não é só do meu ascendente, quase todo mundo que eu conheço está sentindo o fim dos tempos.

Bom, não é exatamente o fim dos tempos, mas é o término de um tempo. O que eu conheço está acabando e se desmanchando, primeiro lenta, e agora rapidamente. Se você ainda não sentiu isso, vou explicar: o sentimento persistente nesses últimos meses é de medo e insegurança. Vai lá ascendente em câncer, explique melhor: IT'S THE FUCKING MISSILE CRISIS.

Também espero que você compreenda o que é tentar não pensar em uma coisa, mas sentir que tudo o que você pensa está imerso numa ideia fluida maior - o fim da faculdade. Aí voltamos à Crise dos Mísseis. O fim do mundo é iminente? Vai acabar mesmo? Se eu não fizer nada, acabou pra mim? E se eu não conseguir um emprego?

É ainda mais complicado pras pessoas que vieram de fora pra estudar na UnB, porque, tecnicamente, a minha razão pra continuar aqui também está com os dias contados. Não acho que os meus pais iriam me tirar abruptamente daqui, mas isso só cria uma pressão a mais pra eu justificar a minha estadia.

Pode ser que a humanidade não acabe, mas o medo e a insegurança, e vc pode dizer que é drama, não podiam ser mais reais.

sábado, 17 de julho de 2010

Resposta: Prostituição

Não sei se o que eu sou poderia ser chamado de feminista. Eu sou a favor que as mulheres se sintam satisfeitas por serem pessoas, e não se sintam menos - e nem sejam maltratatas - simplesmente por serem mulheres.
Lu, acho que a questão é além da soberania sobre o corpo.

Imagino sim que existam mulheres que se prostituem porque precisam, e porque esse é o caminho que elas conhecem e que funciona. Também imagino que existam mulheres que se acham espertas em cobrar dos homens o que fariam de graça.
Mas acima de tudo, eu acredito que ninguém seja um personagem livre de valores morais. E que muitas dessas mulheres tiveram conflitos internos morais inimagináveis, porque precisavam do dinheiro. Sabe, eu conheci uma prostituta e ela não era assim tão diferente de mim, não era aquele estereótipo de mulher desavergonhada. Não perguntei por que ela entrou nessa, mas imagino o quanto ela se condenou por ter entrado na prostituição... a vergonha por ser tratada como igual era palpável. Talvez ela não achasse que merecesse ser tradada bem?

Sobre ser soberana do corpo.. só porque eu sou dona do meu corpo não quer dizer que eu possa fazer tudo o que eu quiser sem auto julgamento - a famosa ressaca moral. As pessoas precisam de uma boa dose de autoconhecimento para saber até onde as ações do corpo não vão prejudicar a alma (num sentido não religioso). Aposto que todo mundo tem alguma coisa que já fez e que sente uma profunda vergonha só de lembrar.. e por isso enterrou a memória beeeem fundo.
Há outra questão: as pessoas precisam parar de pensar que mulher não gosta de sexo (aliás, se a gente quiser, consegue sexo mil vezes mais fácil que os homens). Sim, eu faço sexo sem cobrar, porque eu gosto! Isso não tem sentido! Não é nenhum sacrifício pra mim, para que cobrar dinheiro? Eu sei o meu valor, não preciso que me avaliem em notas de Real.

A vergonha tá toda na questão dos valores morais. Depende de quais valores preciosos para si próprias essas mulheres tiveram que passar por cima.
O valor que cada pessoa se dá tá na quantidade de amor-próprio. Não é dinheiro que dita o quanto você vale! That's silly!

domingo, 11 de julho de 2010

Prostituição

Esse é um terreno tabu, que pouca gente se atreve, e que gera muita polêmica! E eu quero saber a opinião de vocês!!!

Vi outro dia um debate no “Saia Justa” da GNT em que falavam sobre um filme que nem me lembro o nome, mas o assunto do filme era a prostituição. Bem, concordei com muita coisa, e discordei de muita coisa.. acho que tenho uma opinião abrangente!! Hahahha

Na discussão delas, cada uma defendia um único perfil de prostituta:
1. que as prostitutas são produto do meio, que elas fazem por necessidade, e assumem um papel de “coitadas”;
2. que as prostitutas são tão bem resolvidas, que usavam o corpo e os homens pra conseguir o que elas querem...

E eu acho que tem de ambos os tipos (se não existirem outros perfis além desses mencionados, mas que agora eu não sei dizer...)

Acho que antigamente a prostituição era a salvação pra muitas mulheres, que se viam obrigadas a recorrer ao corpo como forma de sobrevivência. E acho que hoje em dia ainda existem essas. Por outro lado, acho que atualmente, o outro perfil também existe. São mulheres que não acham a profissão humilhante, e não se colocam no papel de vítimas sociais. Muitas até de classe média. Essas mulheres são “descoladas”, como uma delas dizia no programa, e não se acham menos, de forma alguma, por serem prostitutas! Se acham é muito espertas por cobrarem dos homens aquilo que outras tantas fariam de graça!!!

Enfim, eu sei que aqui temos duas feministas e gostaria que as duas opinassem... no fundo eu acho que os dois perfis apresentados são de mulheres soberanas do seu próprio corpo, só que  umas não se sentem a vontade e acham que perdem um pouco o seu valor por serem prostitutas, enquanto as outras se acham tão soberanas que acham que não é a prostituição que lhes tire o valor!!!