terça-feira, 17 de maio de 2011

Bang bang - o babaca morreu.

Alguém avisa os homens que, por mais que você não queira ter uma relação séria, existem regras básicas?
A primeira de todas é respeito. É fundamental em qualquer tipo de relação, tipo, até o garçom te respeita.
A segunda, que eu acho que é parte da primeira, é não dar em cima das amigas. 

Aliás, esse é um bom tema. Meninas, se vocês conhecem um cara que não te respeita, você JAMAIS vai apresentá-lo pras amigas. Afinal, queremos o bem das pessoas queridas, certo? Amigas não passam tranqueira pra frente.
E se o cara já chega dando em cima das amigas, é óbvio que ele não é coisa boa.

Recentemente, eu passei por uma dessas. E frisei a parte da exigência de respeito.
O cara foi tão, mas tão, tão, tão, tão burro, que repetiu os mesmos erros. O mesmo erro de um ano atrás. 
Da outra vez eu só sumi, sem dar motivos. Dessa, deixei bem claro, mais uma vez, qual foi o erro e o fiz prometer que não vai mais se aproximar de mim nem das minhas amigas. Por via das dúvidas, bloqueei no facebook e no msn também.

Rapazes, se o seu problema é orgulho ferido, a solução não é desrespeitar.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quantos eus cabem num só eu?

Acabei  de ler um livro que coloca em debate a questão da personagem que escolhemos ser, e da história que escolhemos contar sobre nós mesmas.

Não é um livro bom. Mas posso dizer que foi bem sucedido nessa questão. Não falou nada interessante, nem novo, mas fez minha cabecinha pensar.

Escolher personagem? Será isso mesmo?? É engraçado falar disso, e na verdade, acho que não escolhemos um só. E nem só escolhas. Acho que é meio como compor mesmo um personagem. Exemplo: diante de alguém que teve sucesso em algo que também almejamos, pensamos em qual foi o trajeto percorrido, logo, qual trajeto devo percorrer. E assim, montamos um comportamento adequado, com roupas e diálogos inventados para aquele personagem. Mas, e esse personagem é sincero? Acredito que sim, porque mesmo que a "montagem" dele seja uma "farsa", revela um desejo íntimo, nem sempre conhecido e conquistado. Mas algo sincero mesmo com nós mesmas! Além disso, existe uma certa "cobrança" social pelos personagens que vamos representar, e pra sermos respeitadas e bem aceitas, precisamos corresponder a isso.

E o que é se conhecer? Talvez seja a busca mais profunda de saber quais são os mais profundos desejos. Mas isso muda, e muda o tempo todo. Então auto-conhecimento é uma busca sempre incessante. Sempre temos desejos novos, vontades novas, e isso muda tudo! E vamos combinar, não só essas questões internas mudam, mas também as externas.. ao conhecer uma pessoa qualquer, certamente alguma "marca", por menor que seja, ela vai deixar. Pronto, já mudou!!!

Estou sendo muito geminiana?? heheheh

Sobre as histórias de nós mesmas, eu aposto com vocês, e com quer que seja, que todo mundo tem ao menos um segredo que um amigo/a não sabe sobre você. E acredito nisso, porque eu mesma tenho vários segredos, uns amigos sabem uns, outros sabem outros. Mas "eu tudo"? Sem segredos?? Nem o coitado do meu diário!! Porque tem coisas que até de mim eu quero esconder!!! hahahah!! E muitas nem tem valor algum, mas são segredos simplesmente porque não fazem parte do personagem que sou pra determinadas pessoas!!! Antes que eu possa ser mal interpretada, falo logo, eu busco ser o mais fiel possível com os meus sentimentos. Está aí uma coisa que eu não consigo mentir nem esconder. Mas sair da linha, todos saem, não é possível uma vida completamente linear. Mas acredito, que ainda hoje, sucesso está muito ligado com essa vida linear. E é por isso que, as vezes, "subtraímos" nossas linhas tortas!!!

E por fim, menos teoria e mais prática. Eu estou num processo de "limpeza", por assim dizer.. e estou sozinha e assim quero ficar, acho até que pra ver se me descubro um pouco mais. E o engraçado disso? Desenterrei de mim a Luisa com 15 anos, que nunca tinha beijado, e não queria beijar. E passava esses sinais. Bem, como eu era bem sucedida, vamos relembrar os sinais!!! =)

E vamos seguindo nos construindo e desconstruindo o tempo todo e a cada segundo... (poutz, ficou parecendo muito surreal isso tudo!! qual era mesmo o nome da corrente que falava em imaginario, e construir e desconstruir?? hahaha)
ok. construir e desconstruir não! Conhecer e desconhecer!!! Acho melhor assim!!! (me perdoem a confusão de ideias, mas to com a cabeça com algumas interrogações do que tem acontecido a minha volta e do que eu li. quem sabe amanha eu volte e consiga me explicar melhor!)

Bjao, gatas!!!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

So she leaves whenever she gets bored.

Às vezes eu queria me sentir menos como se eu estivesse nessa música:


This love has taken its toll on me
She said goodbye too many times before
Her heart is breaking in front of me
I have no choice, cause I won't say goodbye anymore
I tried my best to feed her appetite
Keep her coming every night
So hard to keep her satisfied
Kept playing love like it was just a game
Pretending to feel the same
Then turn around and leave again... forever
This love has taken its toll on me
She said goodbye too many times before
Her heart is breaking in front of me
I have no choice, cause I won't say goodbye anymore
I'll fix these broken things
Repair your broken wings
And make sure everything's alright
(it's alright, it's alright)
My pressure on your hips
Sinking my fingertips
Every inch of you
Cause I know that's what you want me to do


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

I need to take a moment

Eu estou estagiando num lugar bem bacana. Comecei a estagiar sem contrato, porque o outro estagiário saiu e eu já queria mostrar serviço. Nesse um mês, eu não consegui fazer muita coisa, mas acho que mostrei bastante disposição e vontade de ficar lá.

Hoje, eu conversei com umas amigas sobre essa história de não ter o meu contrato ainda e é bem provável que eu me lasque de verde and amarelo. Aparentemente, a UnB "corta" o estágio após o fim das aulas. Eu surtei, porque estagiar foi uma das razões para fechar 2010 com menos ressentimentos e receber 2011 com uma carinha mais feliz. Entenda a minha agonia: com o estágio, eu parei de surtar com o final da faculdade, mas, se eu ficar sem ele, eu tenho medo de voltar para a grande depressão de 2010.

No meu pequeno surto de hoje, eu já abri a lista de possíveis estágios que eu poderia mandar currículo mesmo depois de formada. Considerei também a possibilidade de ficar mais um semestre na UnB. Possivelmente, depois de publicar esse post, eu vou olhar programas de mestrados. E, se isso ainda não me acalmar, eu vou olhar apartamentos em Goiânia.

Nessas horas, eu fico divida entre puxar ou não conversa no gtalk, porque eu não quero ser a amiga que sempre tá reclamando ou, pior ainda, a amiga egoísta que só dá valor as coisas que ela está passando. Como eu disse, a grande depressão de 2010 me deixou vacinada tanto no sentido de não querer ficar mal de novo, tanto no sentido de não querer abusar do ombro amigo.

Resolvi puxar conversa e me arrependi. Eu não preciso de muita coisa. Não quero ouvir que o mundo é cor-de-rosa, mas não precisa chutar cachorro morto. Eu só gostaria de um ombro amigo pra falar que a minha preocupação é legítima e que final de faculdade é tenso, mas me lembrar que existe gente boa no mundo e eventualmente eu vou ser contratada por uma delas, hehe.

Amanhã eu vou tirar a história do estágio a limpo e depois atualizo aqui com a resposta final do CIEE. Decidi publicar esse post para desabafar um pouco e porque eu sei que vocês não vão chutar cachorro morto - muito pelo contrário, vocês sempre têm boas palavras para oferecer nesses tempos difíceis.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

As modas

Hoje é dia de filosofar!

O post foi inspirado por um filme que vi ontem com os meus amigos: "Pra que serve o amor só em pensamentos". Adorei o fato de a história ser inspirada em fatos reais, chocantes para a época.
República de Weimar, Alemanha de 1927. É um quadrado amoroso (!). Hilde e Guenther são irmãos e pegam o mesmo cara, Hans, a diferença é que o Guenther ama mesmo o Hans. E tem Paul, melhor amigo de Guenther, que é apaixonado pela Hilde. A moça pega todo mundo (risos).
A reflexão não é bem sobre o filme (que merecia com toda a certeza um post reflexivo) e sim sobre os contextos. Parte da história lembra bastante "Os sofrimentos do jovem Werther", de Goethe (1774), já que há suicídio por amor. São 153 anos de sobrevida de romantismo mórbido alemão.

É bom lembrar que o romantismo alemão veio após o iluminismo. Fico imaginando o que Kant (morreu em 1804) pensava dos adolescentes se matando de turberculose... Eu, do século XXI, acho isso um absurdo - e olhe lá que a racionalidade nem está mais tão valorizada assim sobre a emoção.
O caso do quadrado é ainda mais chocante. É um quadrado!! ahahahha! Tem relacionamento homoafetivo, emancipação feminina, suicídio e homicídio... deve ter sido extremamente impactante pra época.
Enfim, são coisas difíceis de conceber mesmo no ano 2011.


Fico imaginando que no ano 2020 as pessoas não vão entender as modas: livros de bruxos, depois livros de vampiros; música emo, depois músicas coloridas...

"Was nützt die Liebe in Gedanken"

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Maria Louca

Mudando de assunto completamente do post passado (não que eu tenha superado, mas me deparei com uma situação...)

Seguinte, o namorado de uma conhecida faleceu... e ela continua "mandando" mensagens lindas de amor, saudade pra ele.... e é muito triste isso!!!

E aí eu pensei: sabe aquele fulano de tal, que foi o que mais mexeu cmg (aposto que cada uma de vcs tem um desses tb!!)?? não aceitaria perdê-lo!!! mas será amor (argh!) ou posse?? será que quando estávamos juntos eu o fiz se sentir especial como ele é?? ai, quanto sentimentalismo!!!

Bem, o recado vai ser breve hoje.. nessa "brincadeira" toda de me isolar sentimentalmente do mundo, eu posso não ter demonstrado tudo o que gostaria pra uma, ou várias determinadas pessoas.. e a vontade que me dá agora, é de dar a "Maria Louca" e sair correndo atrás dele, tocando a campanhia mil vezes, só pra saber se ele está vivo... m@#$%!!!

ok, ok... o próximo não será do mesmo jeito!!! prometo!!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Amizade

Meninas, a princípio esse post era pro meu blog pessoal porque é um problema muito sério meu... mas aí pensei melhor, e acho que ficaria feliz com a opinião de vocês.. crítica, seja ela qual for, costuma ajudar bastante no crescimento... então, vamos lá!!!

Que eu tenho um sério problema com envolvimento com homens, isso todo mundo (que me conhece) sabe!! E quando isso acontece, logo dou um jeito de me controlar, implicar com alguma coisa, até dar um fim... e assim, privo a outra pessoa de ter acesso a minha vida, e logicamente, eu me privo de acessar a vida do outro também.  Se isso é certo? Acho que não... mas eu tenho tentado mudar.. só não é fácil!!

Agora o meu maior dilema foi me deparar com esse "controle" com relação a amigos e até família... Resumindo, a minha relação com o mundo é controlada. Que horror!!! Bem, vou tentar explicar.. mas vem tanta coisa na minha cabeça que é preciso organizar minhas idéias... e na verdade é controlada só de um jeito.. é mais ou menos assim: eu tento passar confiança a quem eu gosto! Faço questão de ser útil pra todos os meus amigos, quero que contem comigo sempre, mas euzinha, procuro resolver tudo sozinha.. e tenho grande dificuldade pra confiar...

A justificativa que eu acho mais plausível, e até mais aceitável é que já passei por muitas com amigos.. eu sempre fui daquelas que confiava em todo mundo, até que um dia alguém desse motivos pra parar de confiar. Resutado: me decepcionei muito, perdi "amigos" que eu acreditava serem amigos pra toda vida, me senti idiota diversas vezes... e por fim, acabei me "bloqueando" na tentativa de me preservar. Mas do quê? E de quem? Quem sabe preservar a imagem que tenho dos amigos de hoje, e mantê-los de um jeito que não possam me decepcionar ou magoar.. mas é bom não me expor??

E fico bem assustada ao me perceber assim diante a minha família. Vou citar um exemplo, e eu sei que vocês não vão gostar, mas estou sendo beeeeeeem sincera comigo (e com vocês) aqui.
Minha avó. Eu a amo, isso é certo! E sei que ela foi muito importante na minha vida, principalmente na minha infância. Mas por já saber da idade dela, e que logo eu posso perdê-la pra sempre, eu coloquei uma barreira no meu envolvimento com ela.. É como se isso pudesse diminuir o sofrimento depois... o que é completamente errado, porque depois, eu vou é me arrepender pensando que não mostrei pra ela o quanto ela era importante pra mim...

E o que pode ser ainda pior, é que eu procuro "aliviar" essa "autosuficiência" na Beatriz. O que, mais uma vez está errado. Ela é uma pessoa só, criança, e que um dia vai seguir a vida dela.
Sei que muitas pessoas gostariam de estar mais perto de mim, mas também sei que eu não permito, e muitas vezes não demonstro para aqueles que estão, o quanto faço questão de tê-los.. idealizo tudo, principalmente amor, mas como qualquer coisa vai chegar perto do amor ideal, se eu não dou acesso?

Enfim, vou procurar melhorar.. e se puderem me ajudar, agradecerei!!

Vocês são pessoas que eu me importo. Karolina e Lorena, diferentes entre vocês, diferentes de mim, lindas, inteligentes.. mas acho que nunca devo ter dito isso... me desculpem!!! =)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lorelai Gilmore e "Ele não está tão afim de você"

Faz um tempo que eu não escrevo aqui, mas faz mais tempo ainda que eu entro no Blogger, começo a escrever um post e depois desisto. Espero que hoje seja diferente.
Entre um e outro texto pra minha mono, eu voltei a assistir Gilmore Girls. É curioso assistir o seriado depois de tanto tempo, porque eu não entendia uma série de coisas e hoje essa "série de coisas" me parecem tão naturais, tão corretas e tão "been there done that" que é como se eu estive assistindo o seriado pela primeira vez.
Talvez seja a fase que eu estou passando - e muito provalmente é -, mas estar "confusa" é uma das coisas que eu não entendia muito bem antes, mas que hoje faz sentido. Sim, há inúmeras personagens femininas que são "confusas" (does Carrie Bradshaw ring a bell?), mas há algo nos vestidos e nas botas de Lorelai Gilmore e no vício em tomar café (comparando com as roupas caras de Ms. Bradshaw e os Cosmopolitans) que deixa a coisa mais humana, mais "ei, isso acabou de acontecer comigo", que me dá até um certo conforto.
Recentemente, eu marquei um date, mas sem a certeza que ambas as partes entenderam que aquilo era um date. E mais que isso, eu ignorei a maior lei de todos os tempos, maior que Isaac Newton e Albert Einstein juntos, "se ele não ligou, he's just not that into you". Cancelei o date com a desculpa mais esfarrapada do mundo, combinei a mentira com um dos meus amigos e parece que a Terra retornou ao seu eixo de rotação normal. Talvez não tão normal, porque eu ainda estou meio confusa com tudo.
Enfim, Lorelai Gilmore feelings, mas nada que não se cure com algumas músicas tristes, um pote de sorvete e uma maratona de filmes.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Give me a reason to be a woman

AAAAAAAAH!

Olá, meninas! Eu queria retratar aqui meus mixed feelings com relação às mulheres no seriado Mad Men.

Sobre Mad Men, ainda é década de 50 e as mulheres não tinham lá tanto espaço num mundo dominado pelos homens. Essa série me enfureceu, porque uma housewife, que faz o que as housewives fazem (cuidam da casa, fazem compras, criam os filhos com pouca ajuda do pai, vivem em função do marido, principalmente), teve pena de uma mulher que seria mais próxima da mulher contemporânea.
Quer dizer, ela tem um marido ausente, o qual ela não conhece direito e não sabe o que pensa, que a trai, que não é o melhor exemplo de paternidade. Isso não é vida, Deus me livre.

Mas aí vem a vida da mulher "contemporânea". As mulheres casadas a acham uma ameaça (uma amiga da minha mãe já disse que uma mulher, pra sair em companhia de casais, tem que estar acompanhada). Ela trabalha, cuida de uma casa, cria os dois filhos sozinha e come comida congelada. Todo o trabalho de cuidar da família e de sustentá-la recai nessa mulher mais parecida com a mulher contemporânea - ela vive cansada. Isso também não é jeito de viver.

As outras mulheres, que só trabalham, mas não têm família, poderiam estar na vanguarda da libertinagem. Tomam anticoncepcionais, saem com homens comprometidos e utilizam o sexo como meio de conseguir o que querem. Eu tenho um outro nome pra isso. Queria não ser tão conservadora assim, mas elas foram retratadas de uma forma tão vulgar... Como se fossem largadas, vivendo algo vazio. Não é o meu ideal de vida.

E agora eu me pergunto: são essas opções mesmo que eu tenho pro futuro?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vida

Oi meninas...

i'm sorry por pegar um pouco pesado nesse e-mail... mas vamos lá... preciso desabafar!!!

Passei por uma fase barra... meu avô adoeceu, e veio a falecer... é triste, simplesmente triste. A gente sabe que um dia vai morrer, que com a idade, as chances aumentam, e blá blá blá... mas isso não diminui a dor, nos ajuda a acostumar e a nos conformar, mas perder alguém é doloroso. A gente se apega, e só de saber que aquela pessoa não está mais lá, que não existe mais, isso dói. E ainda bem que isso dói.

Sempre diante quadros assim me fazem pensar na minha vida, no que já fiz dela, e no que ainda há para fazer. E nessas horas, tudo que um dia me arrependi se esvai. Porque por pior que seja a besteira, ela acaba no dia que a gente morre. É boa essa constatação... de certa forma ela me tira o peso das bobagens que já fiz. E me faz ver (tudo bem, é clichê mesmo, mas não custa lembrar) que a vida é curta e acaba, então temos que aproveitar ao máximo tudo.. fazer tudo aquilo que quisermos, porque uma hora, ela acaba, e não quero deixar coisas pra trás...

E é esse o meu recado... "dancem como se ninguém estivesse vendo", paguem micos, aprontem... tudo isso vai ser esquecido.. e tudo isso nos faz feliz!!!! =)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eu também vou reclamar!

Meninas, já tiveram muita vontade de dizer uma única sentença pras pessoas: vá se f*?

O fato é que de uns tempos pra cá, algumas pessoas têm se achado no direito de me dizer coisas pra me diminuir, me deixar com ciúmes, me repreender.
Eu não posso estar sempre errada.

Gostaria de atribuir certos comentários à inveja, acontece que eu não me acho tudo isso pra ser alvo de invejosos. E partindo do pressuposto de que eu devo fazer alguma coisa direito, não é possível que eu esteja fazendo tanta coisa errada a ponto de merecer várias sentenças maldosas.

Como alguns desses comentários/atitudes vêm de amigos, tomei uma decisão: olhar com uma cara cínica e repetir mentalmente um bom "vá se f*", porque pensem comigo - eu não vou mudar no curto prazo e também é impossível que eu esteja fazendo absolutamente tudo errado. Ou eu me acabo em choros desnecessários a cada ataque de uma pessoa próxima, ou eu ativo o filtro anti-babaquice. Escolhi a segunda opção.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Folga!!!!

Meninas,
depois de muito consegui voltar a escrever aqui!

E hoje nem venho falar num post pessoal não, preciso de dicas pra lidar com a pessoa mais folgada que já conheci na minha vida.

Eu não imaginava que essas pessoas existissem de fato. Acho que por eu pensar demais nos outros, e a considerar as vontades dos outros, eu nunca acreditei que existisse uma pessoa assim. Vou contar, ela é daquele tipinho que chega todos os dias atrasada, e cada dia por um motivo. Deveria trabalhar 40h semanalmente, mas quinta a tarde ela tem culto e aula de pintura, então ela não pode ir trabalhar, e ah!, na sexta ela tem a musicalização da filha dela, então ela precisa chegar mais tarde. Além disso, com menos de um mês de trabalho ela ia precisar viajar porque a filha dela já tem mais de um ano e não conhece a praia, vê se pode?
Ela consegue me tirar do sério, e eu não sei lidar com gente assim. está sendo uma aula prática de como dizer  NÃO e de como bloquear as emoções que esse tipo de gente provoca!

é isso... no próximo coloco algo mais pessoal!!!

domingo, 22 de agosto de 2010

I miss the comfort in being sad

Tem uma música do Nirvana que se chama "Frances Farmer will have her revenge on Seattle", e nela tem o verso mais interessante, na minha opinião, de toda a discografia da banda, que é o do título do post.
Esse é o tipo de coisa que é melhor que você sinta primeiro pra entender. As pessoas passam a vida toda repetindo que estar alegre é bom e estar triste é ruim. Ninguém consegue me explicar então por que tem partes de mim que não querem que eu melhore.

Eu vejo isso como auto-sabotagem (aliás, Kurt Cobain era mestre nisso). As coisas estão indo maravilhosamente bem, e de repente eu começo a surtar - só porque tudo está dando certo. E não sei por que eu imagino que deveriam dar errado... mas nesses momentos eu começo a sentir que era muito mais confortável quando eu não tinha que lidar com o sucesso - aí a tristeza em si passa a ser reconfortante.
Apesar de mim mesma, até que tenho me saído bem. Mas acho que merecia mais.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

In repair


Eu estou aos poucos juntando os caquinhos e organizando a bagunça. Sem pedir licensa e sem dar maiores explicações, a tristeza apareceu. Para a minha surpresa, da mesma maneira que veio, ela foi embora, mas fez questão de fazer estragos e bagunçar a casa.

Nessas horas, as pessoas aconselham a gente a tirar lições e aprender com isso. Eu confesso que não está muito claro o que eu realmente devo aprender com essa súbita tristeza. Não é simples extrair lições de um sentimento que a gente mal sabe como começou e muito menos como terminou.

Por ora, eu estou fazendo reparos, mas não estou necessariamente satisfeita com isso. Eu acho muito difícil que as coisas voltem exatamente a ser como eram antes. Além disso, eu tenho a impressão de que até mesmo a felicidade ficou mais triste neste processo todo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O fim do tempo

Eu tenho uma tendência natural a exagerar as coisas, a fazer com que a situação pareça muito pior do que realmente está - deve ser meu ascendente em câncer e seu gosto excessivo pelo drama. O que me motivou a escrever foi o fato de que, dessa vez, a culpa não é só do meu ascendente, quase todo mundo que eu conheço está sentindo o fim dos tempos.

Bom, não é exatamente o fim dos tempos, mas é o término de um tempo. O que eu conheço está acabando e se desmanchando, primeiro lenta, e agora rapidamente. Se você ainda não sentiu isso, vou explicar: o sentimento persistente nesses últimos meses é de medo e insegurança. Vai lá ascendente em câncer, explique melhor: IT'S THE FUCKING MISSILE CRISIS.

Também espero que você compreenda o que é tentar não pensar em uma coisa, mas sentir que tudo o que você pensa está imerso numa ideia fluida maior - o fim da faculdade. Aí voltamos à Crise dos Mísseis. O fim do mundo é iminente? Vai acabar mesmo? Se eu não fizer nada, acabou pra mim? E se eu não conseguir um emprego?

É ainda mais complicado pras pessoas que vieram de fora pra estudar na UnB, porque, tecnicamente, a minha razão pra continuar aqui também está com os dias contados. Não acho que os meus pais iriam me tirar abruptamente daqui, mas isso só cria uma pressão a mais pra eu justificar a minha estadia.

Pode ser que a humanidade não acabe, mas o medo e a insegurança, e vc pode dizer que é drama, não podiam ser mais reais.

sábado, 17 de julho de 2010

Resposta: Prostituição

Não sei se o que eu sou poderia ser chamado de feminista. Eu sou a favor que as mulheres se sintam satisfeitas por serem pessoas, e não se sintam menos - e nem sejam maltratatas - simplesmente por serem mulheres.
Lu, acho que a questão é além da soberania sobre o corpo.

Imagino sim que existam mulheres que se prostituem porque precisam, e porque esse é o caminho que elas conhecem e que funciona. Também imagino que existam mulheres que se acham espertas em cobrar dos homens o que fariam de graça.
Mas acima de tudo, eu acredito que ninguém seja um personagem livre de valores morais. E que muitas dessas mulheres tiveram conflitos internos morais inimagináveis, porque precisavam do dinheiro. Sabe, eu conheci uma prostituta e ela não era assim tão diferente de mim, não era aquele estereótipo de mulher desavergonhada. Não perguntei por que ela entrou nessa, mas imagino o quanto ela se condenou por ter entrado na prostituição... a vergonha por ser tratada como igual era palpável. Talvez ela não achasse que merecesse ser tradada bem?

Sobre ser soberana do corpo.. só porque eu sou dona do meu corpo não quer dizer que eu possa fazer tudo o que eu quiser sem auto julgamento - a famosa ressaca moral. As pessoas precisam de uma boa dose de autoconhecimento para saber até onde as ações do corpo não vão prejudicar a alma (num sentido não religioso). Aposto que todo mundo tem alguma coisa que já fez e que sente uma profunda vergonha só de lembrar.. e por isso enterrou a memória beeeem fundo.
Há outra questão: as pessoas precisam parar de pensar que mulher não gosta de sexo (aliás, se a gente quiser, consegue sexo mil vezes mais fácil que os homens). Sim, eu faço sexo sem cobrar, porque eu gosto! Isso não tem sentido! Não é nenhum sacrifício pra mim, para que cobrar dinheiro? Eu sei o meu valor, não preciso que me avaliem em notas de Real.

A vergonha tá toda na questão dos valores morais. Depende de quais valores preciosos para si próprias essas mulheres tiveram que passar por cima.
O valor que cada pessoa se dá tá na quantidade de amor-próprio. Não é dinheiro que dita o quanto você vale! That's silly!

domingo, 11 de julho de 2010

Prostituição

Esse é um terreno tabu, que pouca gente se atreve, e que gera muita polêmica! E eu quero saber a opinião de vocês!!!

Vi outro dia um debate no “Saia Justa” da GNT em que falavam sobre um filme que nem me lembro o nome, mas o assunto do filme era a prostituição. Bem, concordei com muita coisa, e discordei de muita coisa.. acho que tenho uma opinião abrangente!! Hahahha

Na discussão delas, cada uma defendia um único perfil de prostituta:
1. que as prostitutas são produto do meio, que elas fazem por necessidade, e assumem um papel de “coitadas”;
2. que as prostitutas são tão bem resolvidas, que usavam o corpo e os homens pra conseguir o que elas querem...

E eu acho que tem de ambos os tipos (se não existirem outros perfis além desses mencionados, mas que agora eu não sei dizer...)

Acho que antigamente a prostituição era a salvação pra muitas mulheres, que se viam obrigadas a recorrer ao corpo como forma de sobrevivência. E acho que hoje em dia ainda existem essas. Por outro lado, acho que atualmente, o outro perfil também existe. São mulheres que não acham a profissão humilhante, e não se colocam no papel de vítimas sociais. Muitas até de classe média. Essas mulheres são “descoladas”, como uma delas dizia no programa, e não se acham menos, de forma alguma, por serem prostitutas! Se acham é muito espertas por cobrarem dos homens aquilo que outras tantas fariam de graça!!!

Enfim, eu sei que aqui temos duas feministas e gostaria que as duas opinassem... no fundo eu acho que os dois perfis apresentados são de mulheres soberanas do seu próprio corpo, só que  umas não se sentem a vontade e acham que perdem um pouco o seu valor por serem prostitutas, enquanto as outras se acham tão soberanas que acham que não é a prostituição que lhes tire o valor!!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Se conselho fosse bom...

Um dos meus filmes favoritos é "As Patricinha de Beverly Hills". Eu acho o filme engraçado, a maioria das referências são inteligentes e a trilha sonora é muito boa. O filme trata da chegada de uma nova menina na escola e a sua inserção nessa "sociedade" que fica por conta de um grupo de patricinhas.
Semana passada o espírito da Cher, personagem principal do filme, baixou em mim e eu quis ajudar uma mocinha a se inserir na "sociedade".
Eu conheço a mocinha há um bom tempo, mas nunca troquei mais de dez palavras com ela. Honestamente, eu tenho dificuldade para encontrar meios de descrevê-la. Eu a vejo como uma mistura de Macabeia com uma mocinha chorona qualquer da novela das seis mas sem ser chata ou mesmo desinteressante. Não sei se é a religião ou se é um ambiente familiar altamente repressor, mas ela é o tipo de menina que não tem voz e isso dispertou o meu lado Cher.
Saímos juntas na semana passada e conversamos longamente sobre uma porção de coisas. Falei e dei dicas sobre cabelo, maquiagem e balada. Aos meus olhos, foi uma conversa sobre "empowerment" para ela finalmente ser ouvida - ou melhor, vista.
Estranhamente, a conversa me deixou incomodada. Eu fui sincera e falei coisas que eu gostaria de ter ouvido antes, mas eu senti que algo não estava certo. Somente ontem que eu fui entender que essa coisa de dar conselhos é muito complicada e perigosa. A gente nunca sabe como as pessoas vão processar os nossos conselhos. Além disso, se as pessoas realmente seguirem nossos conselhos, nós temos uma parcela de responsabilidade na vida daquela pessoa.
No filme, acontece a mesma coisa. Cher transforma Tai em um monstro que uma hora fica contra sua criadora. Eu espero não ter transformado a mocinha em um monstro.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sentir primeiro, pensar depois

Acredito na racionalidade do ser humano.
Desconfio da veracidade da razão.
Acho que são raras as vezes em que há sincronia entre o racional e o emocional.
E, por incrível que pareça, os sentimentos são mais verdadeiros que a razão.


Existe um gap entre o que a razão nos diz e o que os sentimentos nos fazem vivenciar. É totalmente possível que, racionalmente, nos condicionemos a agir de uma determinada forma, mas que exista uma enorme diferença entre os discurso que a razão repete e aquilo que a gente sente.
O que a gente sente é mais verdadeiro.

Acontece com frequência de dizermos "eu entendo", quando - racionalmente - existem todos os elementos para haver compreensão, mas não sentimos o entendimento (não há empatia).
Existe sim um distanciamento entre razão e sentimento! O resultado disso é, senão um conflito interno, uma certa discrepância entre discurso e ação.

A gente primeiro sente e depois racionaliza.

Entretanto, eu tenho tanta fé na razão que acredito ser possível repetir internamente um discurso mil vezes até que ele vire verdade nos sentimentos. Mas antes, é preciso admitir que existe diferença entre aquilo que se sente e o que se quer sentir.
Nesse caso, a razão pode trabalhar a nosso favor, até forçando os sentimentos a mudarem em um certo sentido. Mas haja auto-consciência e força de vontade!

domingo, 6 de junho de 2010

"Inocência Roubada-

Elenco: Gina Phillips, Warren Christie e Ellie Harvie.
Direção: Bonni Allen e Melissa Perry
Gênero: Drama
Duração: 92 min.
Distribuidora: Fox Film
Estreia: Direto em DVD - Dezembro 2008
Sinopse: Jenna Shaw acaba de ser tornar mãe solteira, acorda em sua casa e descobre que seu bebê nasceu morto. Ela teme que a enfermeira tenha matado o seu filho enquanto ela estava inconsciente, mas a polícia começa a suspeitar de outra forma. Eles pensam que Jenna é a assassina e que a enfermeira é uma invenção para encobrir o assassinato do bebê, que ela cometeu para proteger a sua carreira. Jenna então decide descobrir o que realmente aconteceu com o seu bebê e pede ajuda ao pai da criança. A sua busca leva para o mercado de traficantes de bebês, crianças roubadas, falsas adoções, e os humanos tubarões que iludem e destroem os sonhos daqueles que sonham em ser pais.

Meninas, assisti esse filme  sexta por acaso... estava sozinha em casa fui passando os canais, aí apareceu uma moça grávida e tal, olhei o canal era o Telecine Light, pensei: mais um filme mamão com açúcar na minha história, mas vamos lá, é isso mesmo que eu queria! Doce engano... doce não, amargo!! Porque o filme é muito pesado! Ainda mais pra mim, que sou mãe!!!

Se vocês quiserem ver o filme sem saber mais do que a sinopse, não leiam o próximo parágrafo...porque vou contar o filme, não tudo, mas o principal e pode perder a graça. Mas na verdade, nem é de muita graça porque a história é dedutível e o final dele é (ainda bem) o que se torce e espera que acontece! É filme, não vida real!

Tah, vou parar logo o mistério e contar sobre o que é o filme:

Uma moça está já gravidíssima (isso quer dizer no fim da gravidez), e uma enfermeira vai até a casa dela pra fazer o acompanhamento pré-natal... ela desmaia e acorda no hospital, e a filhinha dela nasceu morta! Aí começa o drama todo... (já chorei logo soh de pensar se isso tivesse acontecido comigo.. ia morrer!) Mas isso não é o pior, o drama da mãe do filme vai aumentando a medida que ela começa a ter que investigar sozinha, porque a detetive desconfia que ela cometeu um homicídio (imagina.. uma mãe esperar até quase completar os 9 meses pra resolver não ter a criança e matá-la?? ), o que aconteceu com a filha.. e chega a uma agência de adoção. Bem, ela descobre que houve uma troca de bebês, e a bebê dela foi vendida pra um casal que no dia seguinte levará a criança embora. É uma corrida contra o tempo e ela ainda tem que suportar as hostilidades e falta de confiança da detetive. No fim dá tudo certo, no último minuto ela consegue ficar com a bebezinha dela, a detetive dela resolve dar um crédito a ela e ela ainda reata com o pai da criança. Final feliz!

O final da personagem foi feliz, mas sofri, porque imagino que na vida real muitas mulheres passam por isso, e jamais conseguem ter sequer notícia da criança... e no caso da personagem, ela só conseguiu ter a criança de volta porque foi atrás. Não sei como é isso no Brasil... imagino que não existam muitos casos, já que não existe essa história de pré-natal em casa... Mas mesmo poucos, já aconteceram casos de roubo de criança, criança trocada, e deve ser muito sofrimento pra uma mãe!

Me lembro como se fosse hoje a expressão de uma mãe que tinha perdido seu filho.. nem sei se era menino ou menina.. eu fui pedir meus papéis pra sair do hospital, e ela tinha que assinar os papéis de óbito.. eu e ela numa mesma sala! Eu louca pra chegar em casa com a minha filhinha recém-nascida. E ela ali, sozinha, com a barriga ainda inchada e sem bebê nenhum pra amamentar, pra pegar no colo... tadinha, ela estava apática, sem reação, parecia que sem entender ainda o que havia acontecido! Eu cheguei a ficar sem graça pela minha felicidade! E triste pela sorte daquela moça... Agradeci 500 vezes que não tinha sido comigo!

Voltando ao filme, me solidarizei também com os pais que pagaram a adoção... o sonho deles era ter uma filha, e era tanto que se dispuseram a pagar um monte de dinheiro por isso... e ficaram ali, sem nada... mas adoção não se paga!!!

Enfim, esse não é um post com frases de impacto, com lições pra vida, ou um drama pessoal, é só um desabafo emocional que eu gostaria de compartilhar com vocês!!!